Escolas estaduais esbanjaram cultura e conhecimentos nesta sexta-feira a partir dos projetos pedagógicos |
Os últimos dias foram recheados de cultura em algumas escolas estaduais da DIREC 4. As manifestações foram de celebrações pelo Dia da Consciência Negra à Feira das Nações realizada pelo Colégio Estadual Doutor José Marcelino de Souza em Nazaré. Completando as discussões sobre a diversidade, a Escola Estadual Félix Gaspar promoveu uma feira sobre a cultura do Japão. O CETEP Recôncavo realizou, também na sexta-feira, a Feira de Educação Profissional, em Santo Antonio de Jesus.
Novembro Negro
O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro como forma de homenagear Zumbi dos Palmares, um africano escravizado que ficou conhecido como o símbolo da resistência contra a escravidão no Brasil e foi morto neste dia no ano de 1695. A partir da Lei nº 10.639 que prevê a inclusão dos estudos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar.
No Colégio Estadual Maria da Conceição Costa e Silva, em Santo Antonio de Jesus, o projeto Consciência Negra foi desenvolvido para abordar temas como a literatura africana e o racismo. A culminância do projeto aconteceu na manhã da última sexta-feira, 18. Elementos da cultura de origem africana, mas muito comum na sociedade brasileira, também foram tratados pelos estudantes com apresentações de capoeira e dança.
No Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes as celebrações aconteceram no dia 17 de novembro. Assim como o Costa e Silva, o projeto do CEFCM contou com apresentações de dança afro, capoeira e maculelê. Os estudantes expuseram produtos da culinária africana que nós brasileiros incluímos em nosso dia-a-dia e ervas medicinais utilizadas na África.
“A desigualdade social ainda é muito grande. Nós temos que compreender que todos somos iguais, independente da cor da pele e não devíamos precisar da lei para respeitar isso”, disse o estudante Samuel dos Santos.
Feira da Educação Profissional
O CETEP Recôncavo realizou nesta sexta-feira, 18, a I Feira da Educação Profissional na Praça Renato Machado no Centro de Santo Antonio de Jesus. Com esta feira, os estudantes puderam mostrar aos visitantes as produções realizadas pelos quatro cursos de Educação Profissional do centro: Logística, Enfermagem, Segurança do Trabalho e Agropecuária.
Os estudantes aproveitaram a oportunidade para apresentar seu curso mostrando à população santantoniense às áreas de atuação de cada um no mercado de trabalho com o
Objetivo chamar a atenção da importância do profissional qualificado e atrair novos estudantes.
“Às vezes as pessoas não conhecem a missão de cada curso. Com o curso eu posso trabalhar na área contábil, de marketing, administração, transporte, armazenagem... São muitas possibilidades de crescimento”, disse Ana Paula, estudante de Gestão em Logística do CETEP.
Conhecendo outras culturas
Utilizar projetos pedagógicos pode ser uma boa escolha para levar os estudantes a conhecerem a cultura de outros povos. Este ano, a Escola Félix Gaspar realizou o projeto Japão - "Trabalhando com a Diversidade na Sala de Aula", onde os alunos apresentaram a história, localização, cultura, costumes, infraestrutura, política e geografia deste país com características tão distintas das nossas.
Em um projeto que acontece anualmente, a Feira das Nações, o Colégio estadual Doutor José Marcelino de Souza movimentou a cidade de Nazaré numa viagem a todos os países. Os estudantes já começam a se preparar para a Feira das Nações desde o início do ano.
“O projeto tem várias etapas. Primeiro os nossos alunos fazem um trabalho de pesquisas e seminários dentro da escola. Na segunda etapa realizamos um desfile nas ruas, depois fazemos uma exposição de culinária em praça pública e por fim, as apresentações de danças típicas e o concurso da miss Feira das Nações”, informou o professor Jorge Ribeiro, vice-diretor do colégio.
Empolgação e entusiasmo eram esbanjados pelos estudantes durante as apresentações. Além da diversão o cunho pedagógico não ficou de fora. “É muito significativo conhecer culturas diferentes. E com a Feira das Nações é mais prazeroso porque aprendemos nos divertindo”, disse Larissa Ferreira que representou a Costa Rica. A sensação de poder estar transmitindo conhecimento para outras pessoas também encanta os alunos. “As pessoas podem viajar sem precisar sair daqui a partir das pesquisas que nós fazemos”, afirmou Clislane Santos que pesquisou sobre o Canadá.
Daiane Dória
Ascom/DIREC 4
