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Promotor de Justiça comenta sobre ações ambientais desenvolvidas em SAJ e regiã



O Governo Federal lançou o programa “Vigie Água” que tem como objetivo avaliar a qualidade da água é que servida aos consumidores. O promotor de justiça, Dr. Julimar Barreto, foi entrevistado pelo repórter Antonio Carlos, Rádio Andaiá FM, e este comentou como o projeto será aplicado e em quais localidades.
 “O consumidor está pagando por uma água e esta tem que ser de boa qualidade. O ministério Público esta acompanhando o processo para verificar se os municípios estão cumprido com o papel de fornecimento de água de boa qualidade aos munícipes, cabendo as vigilâncias sanitárias apurarem essas questões” relatou o promotor. Municípios como Dom Macedo e Varzedo serão acompanhados pelo Mistério Público, uma vez que estes fazem parte da comarca de Santo Antonio de Jesus.
Outra questão abordada por Dr. Julimar, foi o crescimento, descontrolado, de plantas aquáticas na barragem do Rio da Dona que abastece Santo Antonio de Jesus, Dom Macedo e em breve Varzedo. Segundo Dr. Julimar essa questão já vem sendo acompanhada pelo Ministério Público e em 2007 um inquérito civil foi aberto. “Abrimos o inquérito para acompanhar de perto essa situação”, disse. 
Segundo estudos realizados pela Uneb e pelo Grupo Ecológico GANA, caso nada fosse feito em prol da barragem, ela teria um curto período de vida útil, devido a falta de mata ciliar em grande parte dela. Além disso, pessoas estão usando agrotóxico e passando com arados perto da barragem provocando assoreamento. “A barragem vai ficando cada vez mais rasa, aumenta a evaporação, aumenta o número de plantas aquáticas que vão dominando o espelho d’água, diminuindo a quantidade de água no reservatório”, explicou Julimar Barreto.
Diante de todos os acontecimentos, a Embasa conseguiu verbas para recuperar a mata ciliar do local, novas árvores foram plantadas ao redor da barragem. Alguns fazendeiros que possuem propriedades próximas a barragem do Rio da Dona, foram resistentes quanto a doação de um pequeno espaço para o plantio das árvores. Consequentemente,o Ministério Público manifestou-se e agiu no sentido de conscientizar os mesmos. “Nenhum proprietário teve despesa ou foi prejudicado com o plantio das árvores, pelo contrário, uma série de benefícios é desencadeada”, disse Barreto.  
Em parceria com a UNEB, Embasa, UFRB, dentre outras, uma nova etapa está sendo iniciada em prol da barragem. Após discussão entre os parceiros, um grupo de estudos foi formado a fim de buscar alternativas viáveis para conter o crescimento desenfreado das plantas aquáticas, até porque a retirada brusca delas acarretaria na liberação de uma substância tóxica que contaminaria toda a água da barragem. matéria Maiane Matos