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Cerest/SAJ promove Estúdio Livre para debater Combate e Conscientização das LER/DORT


Nesta quinta (28), no Dia Internacional de Combate e Conscientização das LER/DORT, o programa Estúdio Livre debateu sobre o assunto e teve a participação de membros do CEREST SAJ, 4ª DIRES e da CLIDAY.
Drª Ana Wanderley, médica do trabalho da CLIDAY, explica que LER (Lesões por Esforço Repetitivo) não é propriamente uma doença ocupacional, mas pode ser desencadeada por postura inadequada, estresse, atividades domésticas, além de outros fatores, sendo eles relacionados ao trabalho ou não. Já a terminação DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) faz uma relação direta da patologia com o trabalho e é o que há maior demanda.
O afastamento ou não de trabalhadores com LER DORT é decidido pela perícia médica do INSS e não pelo CEREST, como muitos pacientes acreditam. O médico do trabalho avalia o indivíduo e solicita uma observação do ortopedista, o qual fará uma relação entre a patologia e a atividade que o trabalhador está desempenhando. Após fechar o diagnóstico, é feito um relatório e encaminhado ao INSS o qual tomará a decisão final para conceder o benefício, caso seja necessário, que pode ser auxílio acidentário ou o auxílio doença.
Gildo Fróis, coordenador do CEREST SAJ, explica que há muitas queixas de trabalhadores que afirmam que peritos do INSS não estão considerando os laudos do CEREST, o que dificulta a situação do trabalhador. Foi marcada uma reunião com o corpo de peritos do INSS, na tentativa de discutir essa situação e fazer com que os peritos comecem a dar mais atenção a esses laudos que saem tanto de médicos particulares quanto do CEREST. Segundo Gildo Frois, o maior desafio encontrado é o diagnóstico, pois sem vigilância no trabalho torna-se mais difícil encontrar de onde surge o problema. É preciso investigar a ocupação do trabalhador, para isso, a 4ª DIRES em parceria com o CEREST SAJ vai desenvolver um trabalho para que seja feita essa vigilância.
Segundo Fernanda Queiroz, Sanitarista da Divast, educar para prevenir é uma linha de ação importante da saúde pública. Através de uma atividade educativa pode-se mudar hábitos, por isso é necessário fazer com que as pessoas entendam que é possível evitar surgimento de doenças no trabalho. Quando se muda a forma do trabalhador preservar sua saúde minimiza-se a demanda desses problemas.
Os profissionais de saúde que participaram desse Estúdio Livre dão dicas de como não ser mais uma vítima de LER DORT. É importante seguir as regras posturais, ajustar a altura do computador de acordo com seu perfil, caso leve muito tempo fazendo uso de um e a empresa fiscalizar seus empregados com relação à saúde deles. A prevenção da LER DORT começa pela organização do processo de trabalho. É necessário fazer pausas a cada 4 horas de serviço, descansar um pouco e praticar alguma atividade física como andar e fazer alongamento. Além de tudo, é preciso discutir saúde do trabalhador a todo o momento e não apenas em dias especiais como este.


 por Priscila Braga