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SAJ: Diretora da Central de Marcação explica tumultos no setor




A diretora da Central de Marcação de Santo Antônio de Jesus, Liana Costa, cedeu uma entrevista à Rádio RBR nesta quinta-feira (25) para falar a respeito dos tumultos que vem ocorrendo no setor.
Inicialmente, Liana explica que houve um cronograma de marcação que foi divulgado desde o dia 15 de março e esse cronograma foi reforçado durante um período nas unidades de saúde e na imprensa, solicitando o apoio de conscientização da população. As marcações que ocorriam nos seus turnos se deram, normalmente, sem tumulto. “O que aconteceu foi que as marcações agendadas para a tarde, as pessoas chegaram duas, três horas da manhã, com intenção de forçar que a gente abrisse as agendas ainda no turno da manhã”. Segundo a diretora, foi informado que a agenda só seria aberta à tarde e solicitava que as pessoas saíssem para almoçar, devido o horário.
A diretora explica que houve três momentos críticos: a marcação do raio-x, as marcações das ultrassonografias e a marcação dos exames laboratoriais. No total, entre consultas e procedimentos, a central realizou a marcação de mais de três mil exames, uma vez que foi iniciado um mutirão para a marcação de ultrassonografias, o qual se estenderá até o dia 30 de abril. Nesse mutirão foram marcadas 444 ultrassonografias diversas. No dia 24 de abril, ainda seguindo no mutirão, a agenda foi reaberta para o mês maio, conseguindo 460 marcações. “Isso significa que, em um curto período de menos de trinta dias, 1% da população de Santo Antônio de Jesus foi marcada apenas com ultrassonografia”, explicou. Já os exames laboratoriais, foram atingidos a marca de mais de 1% da população.
A primeira marcação obteve o número de 450 vagas, as quais estão sendo realizadas no posto de coleta provisório na Policlínica, 270 vagas para o Laboratório da Cidade que foram todas preenchidas e a partir de 29 de abril começa uma média de 60 coletas nas unidades de saúde. “Diante disso, eu não posso afirmar com certeza, mas acredito que isso nunca aconteceu, pois a quantidade de exames que nós marcamos foi absurda. Chegamos em abril a marcar mais de 80% das consultas que foram agendadas pela Central de Marcação de  6 meses atrás”.
Sobre os tumultos, Liana atribui a questão das requisições. Ela explica que ao iniciar a nova gestão, começaram a distribuição das requisições brancas, já sabendo que as de cores verdes estavam há tempo sendo utilizadas, “então fizemos uma coleta das requisições verdes e informamos que aquelas não seriam mais aceitas e estas continuam aparecendo na central de marcação e as pessoas continuam indo com muita agressividade”, disse. Diante disso, a diretora cedeu algumas informações importantes: as guias do SUS precisam estar totalmente preenchidas; procurar sua unidade de saúde para saber do calendário que será distribuído nas unidades de saúde a partir de maio e as requisições precisam vir de especialistas.
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