Diretor da 4a Dires, Everaldo Júnior, diz que foi ameaçado de morte pelo prefeito Humberto Leite, que nega a acusação
Gazzeta do Recôncavo
outubro 05, 2013
Na tarde desta sexta-feira (4), o diretor da 4ª Dires, Everaldo Ferreira Júnior, registrou queixa na Delegacia de Santo Antônio de Jesus contra o prefeito Humberto Leite, alegando que sofreu ameaça de morte por parte do prefeito. Everaldo Júnior diz que o prefeito fez as ameaças quando participavam do lançamento do novo Distrito Industrial. Everaldo Junior cumprimentou o prefeito, que teria se negado a corresponder ao cumprimento. "Ele disse que eu queria comê-lo pelas beiradas. Entendi o comentário do prefeito como brincadeira e respondi que não, "Humberto, Leite não se come, se bebe", contou o diretor da 4a Dires. Ainda de acordo informações de Everaldo Júnior, o prefeito Humberto Leite apontou o dedo para o rosto dele e disse: 'Vou acabar com você, vou acabar com sua vida. Dei as costas e saí para nào render". Esta versão foi contada pelo do diretor da 4ª Coorpin à reportagem e em depoimento dado na delegacia. Agora é aguardar o desenrolar dos fatos, pois um inquérito deve ser aberto e aguardar o procedimento normal da Justiça. O boletim de ocorrência foi registrado por volta das 17h desta sexta, na delegacia.
Prefeito nega
Procurado pelo Blog do Valente, o prefeito Humberto Leite nega as ameaças a Everaldo Júnior. "De forma nenhuma. Já tive conhecimento e comuniquei meus advogados, que estão cuidando desse caso. Não posso botar e nem criar palavras na boca de ninguém. Segunda-feira vou me pronunciar sobre esse assunto", disse o prefeito. O deputado estadual Rogério Andrade estava na companhia do prefeito no momento que ocorreu o mal-estar entre Everaldo Júnior e Humberto Leite. Segundo o deputado, o prefeito apenas se recusou a estender a mão para Everaldo Junior. "Para mim foi uma surpresa. Só presenciei o prefeito se recusar a pegar na mão de Everaldo Júnior que foi cumprimentá-lo", contou.
Ainda segundo Rogério Andrade, o prefeito está magoado, sem dizer por qual motivo. "Está se sentindo perseguido, injustiçado, violentado. Se sentiu no direito de não pegar na mão de Everaldo. Estávamos todos juntos. Para nossa surpresa, quase seis horas depois, veio essa notícia. Se de fato for verdade, se ele (Everaldo) registrou essa queixa, porque não houve absolutamente nada, nem comentamos depois sobre o assunto. Foi um episódio normal e rápido. Creio que o pefeito vai se pronunciar sobre o assunto e acionar seu corpo jurídico e tomar as devidas providências. Essa queixa na delegacia é uma tentativa de tirar o foco do que estamos fazendo", salientou o deputado. Por Cristina Pita, Blog do Valente. Foto arquivo TVSAJ.