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Prefeitos da região falam sobre dificuldades no recebimento de verbas para os municípios






O     programa Estúdio Livre da última quinta-feira (20) reuniu o prefeito de Muniz Ferreira, Clóvis Penine (PC do B), Radaman Barreto (PT), prefeito de Varzedo, e Heracliton Rocha Arandas (PR), prefeito de Jaguaripe. Os gestores comentaram sobre as dificuldades encontradas por eles na administração das verbas para os municípios.

Segundo Arandas, o pacto federativo estabelecido pela constituição de 1988 não é respeitado pela União e a situação se agravou com a redução do repasse federal, redistribuição de impostos e a transferência de programas sociais do Governo Federal para a responsabilidade das prefeituras. “A gente tem na Bahia 417 municípios, 17 ricos e 400 pobres, sendo alguns desses miseráveis, como os da região da seca. Nós somos prefeitos de uma região que chove muito. Eu conserto a estrada em um dia, no outro a chuva destrói, mas ainda assim prefiro ser prefeito do ‘molhado’ de que da seca”, diz o gestor que acredita que o contingenciamento das despesas públicas estabelecidas pelo Governo Federal afetará as contas dos municípios.

Radaman Barreto ressaltou que, embora a população não acompanhe a dinâmica da macroeconomia, ela interfere diretamente no município nas épocas de crise, e reclamou também da instabilidade de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Todos criticam prefeitos, vereadores e deputados. A imprensa diz que a corrupção está toda na política, quando não está.”

O prefeito de Varzedo também falou sobe a experiência do gestor quando se está em um segundo mandato. “A reeleição é reflexo da primeira gestão. Se você faz um trabalho transparente, passa confiança para a comunidade, você é reeleito. Fomos reeleitos com 63% dos votos da cidade. Isso lhe dá maturidade para a segunda gestão, você tem que se superar, e ver as dificuldades financeiras”. Radaman espera que haja melhores resultados para o movimento municipalista.

Clóvis Benine explicou que os municípios classificados como “0.6” recebem os menores valores do FPM. “Quando um prefeito consegue fazer alguma coisa com recursos próprios do município, pode-se dizer que ele é um verdadeiro herói.” Clóvis afirmou que as despesas com o INSS dos servidores também acarretam um desfalque muito grande para as cofres públicos municipais.