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Homenagens do vereador e professor Uberdan o jovem professor Romualdo Neto

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Netinho me impressionava por duas razões: a sua forma responsável e preocupada como lidava com a sua profissão e seu espírito de aventura. Na profissão, esse jovem professor aliava o humor contagiante que seduzia a todos ao conhecimento profundo da sua disciplina. Netinho não era matemático ou físico. Ele era filósofo na acepção da palavra. Deixou o Mestrado em Fosofia perto de concluí -lo mas trouxe para o mundo da sala de aula e para a sua vida, a constante interrogação sobre a vida e o mundo. Netinho era um Cínico. Me confessou certa ocasião. Um seguidor da escola filosófica conhecida como Cinismo. E tinha extrema consciência do que dizia. E do que fazia. Desconheço qualquer apego material de Netinho. Ah tem sua moto...! Bobagem. A moto não era um objeto. A moto era ele. A velocidade, que para muitos era imprudência, para ele era oxigênio. Sua terapia era um cigarro Carlton... e o bate papo na oficina de motos de Hominho. Ali era o seu refúgio. Ali era a base de onde ele se lançava pra vida. Ali foi a base de onde ele partiu pata a eternidade... Nao sei se me sinto triste. Aliás, nem sei o que sinto... Nao consegui convencê-lo de outras fornas de felicidade. A moto era uma extensão do seu corpo. A moto era sua alma. E juntos, fizeram a última viagem. Causa mortis: LIBERDADE!!! Uberdan