Com 12 mil habitantes, o município passou à condição de distrito de Itaparica em 15 de janeiro de 1901, entretanto, em julho de 1962 a cidade foi emancipada mediante assinatura da Lei nº 1770, ficando ainda sob o julgo de Itaparica até 4 de abril de 1963, quando fora finalmente empossado o primeiro prefeito, Manoel Dias de Albuquerque. Foi às marinhas cheias de sal que deram grandiosidade a quinta menor cidade da Bahia em faixa de terra. A industrialização do sal atraiu muitos operários, dando lugar à formação e desenvolvimento da localidade. A Companhia Salina da Margarida, que já foi a décima maior empresa do Brasil na virada dos séculos XIX e XX, trouxe muita prosperidade a Salinas da Margarida, no entanto, em meados de 1960, com a queda do sal, a cidade começou a trilhar outros caminhos.
Salinas da Margarida encontra-se próxima à face oeste da Ilha de Itaparica, um local onde deságuam muitos rios. A Barra do Rio Itapicuru é uma das praias marítimo/fluviais mais procuradas da região, suas águas são mornas, calmas e bastante piscosas, favorecendo deliciosos banhos, passeios de caiaque e pesca de linha. Entre o mangue e as dunas locais está o “Cavalo Russo”, um córrego de águas limpas e transparentes. Outra opção é a Praia da Encarnação: mar morno e calmo, paisagem com vastos manguezais, areias alvas e casas de veraneio. Já a Praia de Araçá, de águas mornas e tranquilas, é ideal para banho em qualquer período dos mares, além de ser um bom local para a pesca de linha. Pode-se também dar um passeio para contemplar o rico ecossistema dos mangues, com diversas aves, ostras e espécies de crustáceos.
MARISCO - Sai o sal e entra o marisco. Em Salinas da Margarida, as marisqueiras são as “personagens” mais marcantes da localidade, onde além de buscarem trabalho e renda através da cata de mariscos, ajudam também a compor o cenário bucólico da cidade. Principal fonte de renda para centenas de mulheres é no mangue que surgiu ainda um artesanato diferente, elaborado a partir de conchas de ostras e escamas de peixe. Bonecas, pássaros, embalagens, flores e objetos de decoração são algumas das muitas as possibilidades. O desafio agora é montar uma associação para congregar as artesãs em torno de um objetivo comum e com isso aumentar o grau de profissionalismo da atividade.
Algumas marisqueiras desenvolvem a atividade em paralelo ao trabalho de artesã. O aproveitamento de conchas de moluscos para o artesanato em Salinas começou em 1999, através de uma oficina montada pelos secretários de educação, mas algumas artesãs já executavam antes pequenos trabalhos manuais. Antes, o material era utilizado apenas como reforço do cimento nas obras de construção civil, quando não ia diretamente para o lixo. Hoje, enche os olhos dos muitos turistas que visitam a cidade.
A geração de trabalho e renda parece ser o maior desafio para o município prestes há fazer 53 anos. “A prefeitura é a maior empregadora da cidade. São 600 funcionários diretos”, afirma o prefeito Jorge Castellucci e vice- prefeito Roque Lima Monteiro. Segundo o Secretário de Cultura.A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) vai a todos os eventos que pode. A falou sobre a importância da retomada dos investimentos na indústria naval, o que garantirá a movimentação da economia e o desenvolvimento do Recôncavo,Parabenizou salinas
Esse campo de ocupação só vai ser alargado com o investimento capaz de transformar a localidade em pólio de lazer, esportes e entretenimento: “Podemos aproveitar nossa marina para fazer competições náuticas, torneios, criar trilhas ecológicas para esportes radicais, além de explorarmos mais a divulgação da beleza de nossa costa. Tudo isso vai ser revertido em empregos para nossa população”, argumenta ele.
