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Se a Carne é Fraca, vem o pecado: a Gula (lucro exacerbado, a todo custo): BRF e JBS


Por ANTONIO MASCARENHAS
Essa expressão "Carne Fraca" é comumente usada no intuito de se tentar justificar que determinada pessoa não resiste à tentação, seja diante de vícios (drogas, bebidas), traições conjugais, etc. Nesse final de semana a policia federal desencadeou ações que culminaram com prisões de empresários que lidam com industrialização e comercialização de carnes (em grande porte), dentre eles, os diretores da BRF e JBS que distribuem respectivamente, para o país e exterior, semanalmente, milhares de toneladas dos produtos SADIA-PERDIGÃO e FRIBOI-SEARA.
A Operação conseguiu desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários que emitiam certificados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Ao todo, cerca de 30 empresas fornecedoras de grandes frigoríficos estão sendo investigadas. Além disso, 33 fiscais federais também estão sob investigação. Ainda segundo a PF, os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.
Um escândalo que, inexoravelmente, piora a imagem de nosso pais (já ultrajada de tanta corrupção), tanto em nossos rincões como no exterior. Já não basta toda uma situação que gravita no nosso sistema político-partidário. Já não basta a tentativa do governo brasileiro em ceifar conquistas trabalhistas em nome de uma reforma da previdência!. Já não basta todo um sucateamento de nossas reservas, conforme fatos apurados pela Operação Lava Jato.
Mesmo a "carne sendo fraca", é imperativo que a "gula" seja, deveras, controlada. Nossas USF, PSF, hospitais, em todo o país, andam superlotados, e, na maioria dos estabelecimentos de saúde, falta de medicamentos e médicos. A comercialização de produtos estragados, além da configuração de crime, fica patenteado o flagrante desrespeito aos direitos individuais, no que concerne à saúde. Essas empresas, com certeza, serão punidas pelos poderes públicos e, principalmente, pelo público consumidor, no momento em que deixarem de aquirir seus produtos e as perdas serão substanciais.