Após o proprietário da boate Privilege Lounge, Alex Magalhães procurar o Voz da Bahia e falar sobre a interdição do seu estabelecimento, onde o mesmo afirma que está sendo perseguido por um órgão da prefeitura de Santo Antônio de Jesus (saiba mais, clique aqui), o site entrevistou o Coordenador da Defesa Civil do município, Sargento Marcus Vinicius, responsável pela interdição, onde o mesmo relatou os motivos da ação. Segundo o coordenador, o proprietário se diz estar se sentindo perseguido, no entanto, a Defesa Civil está apenas cumprindo seu papel, “se ele não é responsável pelos seus clientes, nós temos quer ser responsáveis por ele. No ano passado, a boate fez um termo de ajuste de conduta com o secretário de serviços públicos, garantindo que atenderia as recomendações do Corpo de Bombeiros, mas até a presente data, não foi apresentado os requisitos necessários para que a boate pudesse funcionar de maneira segura, garantindo aos seus frequentadores o lazer que eles buscam no espaço. Como nós somos responsáveis pela segurança das pessoas, não poderíamos deixar de cobrar os meios necessários para a boate oferecer os serviços à população”, declarou.
Assista a entrevista abaixo com :
Boate interditada: De acordo com o Sargento Vinicius, no início do ano, houve uma reunião com os proprietários do Privilege Lounge e da Villa Music para que eles se adequassem as normas exigidas no Decreto Estadual, “ele não pode cumprir essa determinação do Decreto. Ele deu entrada várias vezes ao Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), mas todas as vezes foram recusadas, pois ele não atende as recomendações do Corpo de Bombeiros, que não podem fornecer esse atestado para que ele possa funcionar. Nós também não podemos dar a ele o Alvará para funcionar nessas condições, porque o que nós queremos é evitar uma tragédia. Aquilo é uma tragédia anunciada, não somente em relação a incêndios, mas também o pânico, por exemplo: se alguém fazer alguma gracinha, imagine cerca de 300 pessoas correndo em pânico ao único ponto de saída, que também é o local de entrada. Nós pensamos na responsabilidade e segurança das pessoas”, disse.
Alex Magalhães afirmou ainda em sua entrevista ao Voz da Bahia, que nenhuma outra casa de entretenimento está sendo cobrada a AVCB, por isso acredita em uma possível perseguição, contudo, Vinicius ressaltou, “o Villa Music não é uma boate, mas sim uma casa de eventos, onde há um espaço aberto e vários locais de saída de emergência, sendo que falta apenas alguns detalhes técnicos para serem realizados, os quais, a Privilege Lounge foi reprovada. Não existe perseguição, eu pedi apenas para que ele adequasse o seu estabelecimento”, concluiu.
Reportagem e Foto: Voz da Bahia
