“Para se ter ideia, nos últimos dois meses teriam recebido apenas 30% do que produziram, com um total de mais de R$ 9 milhões a receber e sendo assim, não há boa ação que sustente esse atraso, o que significa que o hospital pode fechar as portas a qualquer momento até mesmo por falta de materiais, já que deve de fornecedores aos médicos”, alertou, complementando que: “os gestores vão para o Ministério Público Estadual, assinam Termo de Ajuste de Conduta, sentam para negociar, mas tudo depois não passa de engodo e, com isso, a população mais uma vez pagando alto preço”.
Por fim, Alan Sanches reforça que, infelizmente, a situação se estende a outras importantes unidades, comprometendo cada vez mais a saúde pública do estado. O Hospital Santa Tereza, em Ribeira do Pombal; Dantas Bião, em Alagoinhas e Carvalho Luz também estão com seus funcionários sendo penalizados. Na lista podem entrar ainda: o Hospital Geral II e as maternidades.
“Essa lista só prova que não existe o devido compromisso em um setor que trabalha diretamente com vidas humanas. Os funcionários do Santa Tereza já estão há quatro meses sem receber e para fechar o ciclo de absurdos os terceirizados do Carvalho Luz receberão seus salários atrasados com redução de 25%. Ou seja, se algo não for feito a saúde pública na Bahia entrará em colapso”, lamentou, pedindo sensibilidade por parte dos envolvidos para que uma solução venha o quanto antes.
