Suspeita de se passar por homem em sites e aplicativos de encontro para extorquir mulheres é presa na Bahia


Investigada usava fotos falsas e manipulava a voz até conseguir com que vítimas depositassem valores na conta dela. Casos ocorreram no recôncavo.
Por G1 BA

08/03/2018

MP-BA, por intermédio do Gaeco, detalhou a ação da suspeita de golpes contra mulheres durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Salvador (Foto: Ramon Ferraz/G1 BA) MP-BA, por intermédio do Gaeco, detalhou a ação da suspeita de golpes contra mulheres durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Salvador (Foto: Ramon Ferraz/G1 BA)
MP-BA, por intermédio do Gaeco, detalhou a ação da suspeita de golpes contra mulheres durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Salvador (Foto: Ramon Ferraz/G1 BA)

Uma suspeita de fingir ser um homem em sites e aplicativos de relacionamento, para extorquir dinheiro de mulheres, foi presa nesta quinta-feira (8), na cidade de Nazaré, no Recôncavo da Bahia.

O Ministério Público do Estado (MP-BA), por intermédio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), detalhou a ação da suspeita durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Salvador.

O órgão estadual informou que Andreza Souza Dias Souza usava fotos de homens aleatórios, conseguidas em redes sociais, e manipulava a voz, para enganar as vítimas, desde 2013.
"Essa investigada fazia captação de vítimas através de site de relacionamento e grupo de whatsapp e a partir daí ela começou a ter relacionamentos virtuais com as pessoas, criava grupos de whatsapp com supostas pessoas da família sempre se fazendo passar por pessoas do sexo masculino, fazia pedidos de casamento, criava toda uma trama que fazia a vítima acreditar que estava mantendo um relacionamento, embora estivesse iniciado e perdurado de forma virtual", explicou, Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Gaeco.

Fingindo ser o personagem criado por ela, Andreza fazia com que as mulheres efetuassem pagamentos e transferências de quantias para contas registradas no nome dela, como se fosse sobrinha do indivíduo. O MP-BA não detalhou a quantia extorquida das vítimas, disse apenas que não eram altos valores, porém a quantidade de vítimas e habitualidade dos golpes são apontados pelo MP-BA como indícios de um grande esquema criminoso.

"Ela se passava pela figura masculina e dizia que estava com uma série de problemas, precisando de dinheiro para cirurgia, entre outras situações de dificuldade e as vítimas acabavam ajudando. Em determinado momento, as vítimas manifestavam uma necessidade de um contato pessoal e sempre eram apresentadas desculpas. Então, a investigada se apresentava como sobrinha desses personagens masculinos para criar o vínculo familiar e afetivo", contou Ana Emanuela.