Baiana que foi paciente de Dr. Bumbum relata problema após procedimento


Uma moradora de Salvador teve problemas de saúde após realizar um procedimento estético com o médico Denis Cesar Barros Furtado. A empresária conta que gastou R$ 22 mil na tentativa de corrigir um afundamento nos glúteos com o chamado "Dr. Bumbum", que foi preso na quinta-feira (19), após procedimento que provocou a morte da bancária Lilian Calixto.
Durante reportagem do Bahia Meio-Dia, a mulher, que preferiu não se identificar, relatou que a intervenção também aconteceu na cobertura do prédio do médico, que fica em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ela contou ainda que o procedimento foi realizado de forma agressiva.
"Meu glúteo ficou muito inchado, porque ele faz o procedimento de uma forma agressiva. Começou a desinchar e ficou muito torto. Antes de começar a infecção, meu glúteo começou a ficar deformado. Começou a aparecer umas gorduras nas laterais. Quando eu cheguei no 10º dia, mais ou menos, a secreção começou a sair e foi muita secreção", lembra a vítima.
Em agosto do ano passado, 820 mililitros de polimetilmetacrilato foram aplicados no corpo dela pelo Dr. Bumbum. Apesar de a substância não ser proibida, ela não é indicada para tratamento estético. A vítima relatou que sofreu com uma infecção durante dois meses. De dezembro a julho, fez três cirurgias de reconstrução do glúteo, o que custou mais de R$ 40 mil.
A mulher disse que se sentiu enganada, e que as marcas do procedimento vão permanecer por muito tempo – na pele e no psicológico. "Eu não fui desinformada. Achei que eu estava nas mãos de uma pessoa íntegra, de uma pessoa honesta, mas não foi isso o que aconteceu. Eu me sinto péssima. Além da parte física, tem a parte psicológica, e essa eu acho que vai levar um bom tempo para recuperar", disse.