Manuela seria uma boa presidenta, quanto mais uma boa vice, diz Ciro Gomes


Mirando alianças com PC do B e PSB, o candidato Ciro Gomes (PDT) elogiou Manuela D’Avila (PCdoB), cuja candidatura pode vir a ser negociada ainda no primeiro turno. “O PC do B tem uma candidata extraordinária, a Manuela, que tem feito um papel brilhante. Ela seria uma boa presidenta, quanto mais uma boa vice”, afirmou o pedetista.

“O único defeito dela, tenho dito a ela com muito carinho, é a juventude. Nada que o tempo não resolva”, continuou Ciro Gomes neste último domingo (29). Perguntado se ela já havia dado alguma demonstração de juventude explícita, ele respondeu: “Aquele carisma todo, aquilo é uma exuberância absurda”.

Em entrevista antes de um debate sobre ciência no Brasil, em São Paulo, o candidato Ciro Gomes ponderou, porém, que não pode “desejar em público o apoio do PC do B, porque tem uma candidata respeitabilíssima”. Sobre declaração do petista Fernando Haddad, segundo quem se não houvesse insegurança jurídica na candidatura do ex-presidente Lula (PT), a esquerda estaria unificada a seu redor, Ciro se desviou segundo informações do FolhaPress.

“Não há nenhuma razão para que eu reflita sobre isso para formar uma manchete fictícia de vocês”, reagiu. “Por mais injusta que seja a situação em que Lula se encontra, mais grave é a situação em que se encontram 207 milhões de nacionais a quem temos obrigação de garantir que se vistam, comam, se transportem, que tenham saúde decente, possam educar os filhos, que não sofram da violência impune e generalizada no país.”

Ciro disse que seções estaduais do PSB “já deram 150 sinalizações, todos estão tirando resoluções em defesa do apoio a mim: RS, MG, ES, DF, PB”, mas reconheceu que o impasse, porém, permanece. Na ala pernambucana, sobretudo, Lula tem peso.

O PDT “já adiantou os peões”, disse Ciro, e formalizou apoio a candidatos do PSB “de boa fé, esperando que isso facilite os entendimentos internos”. Os pessebistas apoiados são Renato Casagrande, no Espírito Santo, Rodrigo Rollemberg, no Distrito Federal, e Márcio França, em São Paulo.