Candidatos são questionados sobre aliados e passado na política em 3º bloco de debate

O terceiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do estado, na TV Bandeirantes, na noite desta última quinta-feira (16), contou com perguntas de jornalistas da emissora. Entre os questionamentos apresentados, eles precisaram responder sobre aliados políticos e sobre seu passado na política em gestões anteriores.

João Santana, por exemplo, foi perguntado sobre casos de corrupção no seu partido, enquanto Célia Sacramento precisou falar sobre sua atuação como vice-prefeita de ACM Neto e João Henrique comentou sobre sua passagem como prefeito de Salvador. A pergunta direcionada a João Santana foi relacionada a Temer.

O presidente Michel Temer não afastou de seu governo ministros investigados na Operação Lava Jato. Durante sua resposta, o candidato ao governo do estado ressaltou que já passou por diversos cargos públicos em sua vida política e permanece como “ficha-limpíssima”. “A coisa que mais me caracterizou nesse período é que eu sou contra qualquer tipo de vacilação na administração”, assegurou  João Santana segundo o Bahia Notícias.

Ele também não se furtou a criticar Temer e sugeriu que tomaria atitudes diferentes no lugar do presidente. “Se o presidente Temer não cumpriu o que determinou, está errado”, comentou. “No meu governo, preguiçoso e mal caráter não entra. Nem começa”, disse.

Já João Henrique se defendeu das críticas feitas aos seus dois mandatos como prefeito de Salvador. Ele culpou os meios de comunicação pelo rótulo de incompetente e de pior prefeito do Brasil. “Não fui o pior”, disse o candidato do PRTB, que disse ser necessário derrubar alguns “mitos” sobre o seu período como gestor da capital baiana.

No terceiro bloco, ele também defendeu uma proposta determinando que familiares de políticos devem frequentar apenas unidades de educação e saúde públicas. “Os presídios estão melhorando na medida em que os políticos estão frequentando lá”, comentou. Já Célia Sacramento precisou comentar sobre o momento em que foi vice-prefeita de Salvador, na primeira gestão de ACM Neto.

Ela ressaltou que nunca deixou suas bases ideológicas e, por isso, não há necessidade de reinserir politicamente. “Nunca deixei de transitar em todos os ambientes do movimento social do movimento negro”, afirmou. A candidata destacou também que ela e ACM Neto ajudaram a desenvolver Salvador no primeiro mandato do democrata. Ao comentar a questão dos recursos hídricos no estado, ela colocou como prioridade a preservação das nascentes e criticou o governador Rui Costa por não investir o suficiente no setor.

“O que não seria do Brasil se São Pedro não fizesse chover?”, questionou. O atual governador voltou a destacar os programas e projetos colocados em prática na sua gestão e citou investimentos na saúde e na segurança pública, inclusive parabenizando policiais civis e militares.

Ao falar da questão hídrica no estado, Rui lembrou que a região Nordeste “viveu a maior estiagem dos últimos 100 anos”. “Essa crise provocou escassez hídrica no país inteiro”, afirmou. O petista também teve a oportunidade de questionar o trabalho de Zé Ronaldo como prefeito de Feira de Santana e disse que precisou fazer investimentos em saúde na cidade porque “a obrigação da prefeitura não foi feita”.

Zé Ronaldo respondeu e garantiu que “a prefeitura de Feira cumpre a sua responsabilidade” e disse que “a saúde pública na Bahia hoje é um caos”, em referência a atual gestão estadual. Durante o terceiro bloco do debate, ele mencionou ainda ações colocadas em prática durante sua passagem como prefeito de Feira de Santana.

Ao ser questionado sobre a situação do desemprego no estado, ele voltou a tecer críticas a Rui ao dizer que não vê “nenhuma ação do governador” para resolver esse problema. “Nós precisamos trabalhar e gerar emprego. Atrair empresas para proporcionar emprego e rendar para as pessoas e os baianos”, avaliou o democrata.

O candidato do PSOL, Marcos Mendes, dedicou a maior parte do seu tempo neste bloco para comentar sobre a saúde no estado e criticou “processo de privatização” do setor, que, segundo ele, começou na gestão de Otto Alencar. “Essa saúde está sendo privatizada. Todos os hospitais estão sendo privatizados, o que o grupo de Zé Ronaldo sempre fez”, declarou. “É um grande negócio hoje a saúde”, comentou. Além dos ataques aos aliados políticos de Zé Ronaldo, Mendes também associou Rui ao carlismo pelo modo como ele administra a saúde. “Você tem uma equipe carlista de linha de frente”, disse.7 de Ago // Foto: Joilson César / Ag Haack | Eleições 2018