Crimes contra a vida tiveram redução de 6,8% na BA: 'vidas preservadas', comemora SSP

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou nesta quarta-feira (1º) o balanço do primeiro semestre de 2018, que registrou uma redução de 6,8% de crimes contra a vida no comparativo com o mesmo período do ano passado. Na avaliação do titular da pasta, Maurício Barbosa, os números são positivos, pois significam “220 vidas preservadas”.

“Na capital uma redução de 12%, na região metropolitana de 12,9% e no interior de 3,8%. Fora outros delitos, como roubo a banco, uma redução de 19%, de roubo em transporte coletivo de 35% e um aumento que foi registrado de roubo de veículo, que foi de 1%”, elencou Barbosa.

O dado referente ao aumento de veículos, inclusive, ganhou uma explicação da SSP. “Em determinados momentos há uma variação entre atividades criminosas para determinados delitos. Exemplo, roubo de veículos. Às vezes é catalogado como roubo de veículo, mas o veículo é utilizado como objeto de roubo. O cara vai roubar o dono do veículo, aí acaba levando o veículo e levando logo em seguida. A gente cataloga isso como roubo”, afirmou o secretário.

Segundo Barbosa, ações com o uso de tecnologia devem diminuir a modalidade criminosa relacionada a veículos. “Nós estamos começando a implementar radares com identificação de veículos roubados, furtados e veículos suspeitos, e assinamos nesse semestre um acordo de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal para fazer integração dos radares nas rodovias federais com as câmeras que a gente tem na cidade de Salvador. Então, dentro de bem pouco tempo, teremos condições de fazer blitze com um nível de precisão maior, ou seja, abordando veículos que tenham indicativos de serem suspeitos, roubados ou furtados, e também os locais onde esses veículos estão transitando, saindo da cidade ou sendo cortados para a venda de peças”, completou o titular da SSP-BA.

PROBLEMA SOCIAL
A receptação de mercadoria roubada foi alvo de crítica de Barbosa. O assunto surgiu em meio à discussão sobre roubos e furtos de veículos. “Não podemos desconsiderar a participação do receptador, que são as pessoas que reclamam da violência e se intitulam pessoas de bem, mas que, na primeira necessidade, vão comprar peças para os seus veículos ou para os seus celulares com o valor muito abaixo do valor de custo, sem nota fiscal, e que acham que estão fazendo um grande negócio, quando estão cometendo um grande crime contra a própria sociedade”, reclamou o secretário.

“O combate à criminalidade passa muito pela conscientização das pessoas. A polícia é elemento de coerção, mas a gente não tem condições de entrar na cabeça de cada uma das pessoas que contribui com o crime para dizer da sua responsabilidade”, ressaltou Barbosa materia BN