Derrotado, MDB-BA defende 'recomeço' e nega fragilidade ao perder cadeiras

9/10/2018

Embalados ao contrário pela rejeição do presidente Michel Temer (MDB), pela prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e pelo isolamento partidário de quem só teve o DC como aliado na eleição estadual, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) da Bahia não tem motivos para comemorar este ano.  
O último domingo (7) marcou derrotas históricas para o partido que fez sua menor bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 20 anos, perdeu todas as cadeiras baianas no Congresso Nacional e obteve a menor votação da história, desde a redemocratização, para um postulante emedebista ao governo. 
Para João Santana (MDB), atual presidente da legenda e candidato ao governo, entretanto, o resultado das urnas nas eleições de 2018 não deixam o partido em uma situação frágil. “É hora para reuniões e um recomeço. Com ou sem deputado, o MDB resiste”, destacou o ex-ministro da Integração Nacional de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
Na AL-BA, o MDB já chegou a conquistar uma bancada, em 1992, de nove deputados estaduais. De 2006 a 2014, o grupo se manteve com seis eleitos na Casa Legislativa. O número de deputados despencou após o ex-ministro Geddel Vieira Lima ser atrelado a um apartamento com R$ 51 milhões em malas (veja aqui). A partir daí, todos os seis estaduais da sigla mudaram de casa em busca de viabilidade eleitoral (lembre aqui) nas urnas de 2018.  
No auge da rejeição do cacique emedebista, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) chegou a “ameaçar” um ministro a liberar recursos para a Bahia ou sofrer com um vídeo de apoio gravado por Geddel (entenda aqui). No pleito de domingo, o MDB conseguiu conquistar apenas uma cadeira na AL-BA com Katia Oliveira, cravando sua menor bancada da históriaFotos, Instagran. Matéria, BBahia Noticias.