'Ele tem que dizer mais o quê?', diz braço direito de Bolsonaro sobre ida a debates


Cotado para ministro da Casa Civil de um eventual governo Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM) afirmou que o candidato não irá a debates no 2º turno e disse que debate não decide eleição. "Alguém que está há três anos e meio falando, mostrando suas ideias, caminhando em lugares que vocês não vão, mas ele foi, conquistou tudo que ele conquistou, ele tem que dizer mais o quê?", disse a jornalistas na Câmara.

Lorenzoni afirmou que Bolsonaro não comparecerá aos encontros por orientação médica. O candidato passou por procedimentos cirúrgicos e mantém uma bolsa de colostomia desde de setembro, quando foi esfaqueado em um atentado em Juiz de Fora. A colostomia é uma abertura cirúrgica no abdômen ligada à terminação do cólon, com a finalidade de eliminar as fezes.

"Vocês ainda acreditam que debate decide eleição? Não, né?", questionou. O deputado do DEM se irritou quando jornalistas perguntaram se Bolsonaro deixaria de ir ao embate com Fernando Haddad (PT), sobre quem mantém larga vantagem nas pesquisas, por estratégia. "Tu já entrou no Google para ver o que é colostomizado? Então olha e pergunta pra ti mesma, não pra mim, se tu acha que uma pessoa assim pode ir num debate televisivo", disse.

O próprio candidato, em evento do PSL, afirmou no dia 12 de outubro que pode não ir a debates por razões estratégicas. "Quer que eu fale em bom português? Um colostomizado peida, fede no meio de um debate político. Acha adequado isso?", afirmou. Segundo ele, Bolsonaro deve permanecer no Rio de Janeiro durante todo o período do segundo turno, inclusive para exames.

O parlamentar, principal articulador político de Bolsonaro em Brasília, tem atuado para costurar alianças. Ele, porém, não quis comentar sobre a possível recondução de seu correligionário Rodrigo Maia (RJ) à presidência da Câmara. Parlamentares do PSL já aventam a possibilidade de reivindicar para o partido, que será a segunda maior bancada da Casa, o posto. Já Maia e o centrão tentam segurá-lo por mais dois anos na cadeira. Folhapress