Moro deve aceitar ser ministro do STF caso Bolsonaro, eleito, indique o juiz federal

22 de Out // Foto: Alep / Divulgação | Justiça
Cotado para ocupar uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF) caso Jair Bolsonaro (PSL) vença o segundo turno da eleição à Presidência, o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no Paraná, estaria inclinado a aceitar eventual nomeação presidencial ao Supremo, por entender que a função de ministro de tribunal superior faz parte da trajetória de carreira jurídica.

Apesar de pessoas próximas de Bolsonaro já garantirem que Moro é o principal nome cotado para ocupar vaga no STF em um eventual governo do presidenciável do PSL, por ora não houve sequer sondagem ao magistrado que conduz os processos e inquéritos da Lava-Jato desde março de 2014 de acordo com informações da revista Valor Econômico.

A aposentadoria compulsória no Supremo Tribunal Federal ocorre aos 75 anos de idade. Em novembro do ano de 2020, o ministro Celso de Mello, atual decano da Corte, completará o tempo de aposentadoria. Já o ministro Marco Aurélio Mello entrará na compulsória em julho de 2021. Portanto, se eleito, o candidato a presidência Jair Bolsonaro poderá nomear ao menos dois nomes para completar o quadro de 11 ministros que integram o Supremo.

A ministra Cármen Lúcia já afirmou publicamente que pensa em se aposentar em 2019. Nessa hipótese, Bolsonaro poderia indicar até três pessoas para o STF, caso seja eleito presidente da República em 28 de outubro. Moro não tem interesse em entrar para a política, seja pelo Executivo ou Legislativo. O magistrado não foi contatado por integrantes do núcleo mais próximo do candidato líder das pesquisas de intenção de votos para o Palácio do Planalto.