‘Minha tia se tornou posse de Graziela’, diz sobrinho de Mãe Stella de Oxóssi

28 de Dez // Foto: Mauro Akin Nassor/Correio | Recôncavo
Parentes, amigos, filhos e filhas de Santo de Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que morreu nesta quinta-feira (27),estiveram em Nazaré, onde estava marcado para acontecer o enterro. O corpo da Mãe de Santo estava sendo velado na Câmara de Vereadores. A Justiça concedeu na tarde de hoje uma liminar que permite a transferência do corpo da ialorixá para a sede do terreiro, em Salvador.

Hávia um grande impasse sobre o local do enterro de Mãe Stella. Ao comentar a decisão da Justiça, Anderson destacou que "é resposta do Orixá. Xangô fez Justiça".  O sobrinho de Stella e abiodun (braço forte) da ialorixá, Adriano Azevedo, explicou que, de acordo com a tradição do Candomblé, desde o nascimento até a morte, é necessário se passar por rituais.

“A gente faz as obrigações, da cabeça e do corpo. E, quando a gente morre, essas obrigações são concluídas, em um ritual chamado Axexê”. Ainda segundo Adriano, por se tratar de Mãe Stella, os rituais são ainda mais específicos. “É o mesmo procedimento adotado quando Mãe Menininha [do Gantois] e Mãe Olga [do Alaketu] morreram. Se esses rituais não forem cumpridos, todos nós vamos ter de pagar de alguma forma”, declarou ele.

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