‘Inacreditável’, diz MK sobre imitação de Roberto Alvim de ministro nazista


Diretor teatral foi afastado do cargo de secretário especial da Cultura na semana passada, após repercussão negativa da sua fala

[ ‘Inacreditável’, diz MK sobre imitação de Roberto Alvim de ministro nazista]
Foto : Tácio Moreira/Metropress
Por Metro1 no dia 20 de Janeiro de 2020 ⋅ 
Em comentário na Rádio Metrópole hoje (20), Mário Kertész classificou como “inacreditável” a imitação de Roberto Alvim ao discurso do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels. 
Alvim foi afastado do cargo de secretário especial da Cultura na semana passada, após repercussão negativa da sua fala. O ex-secretário chegou a dizer que foi uma “coincidência”, mas interlocutores afirmaram que ele chegou a brincar com a semelhança entre os trechos. 
“Assisti Roberto Alvim - e felizmente essa peça rara foi demitida-, querendo imitar Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolph Hitler. Inacreditável. Ele disse que foi uma coincidência. Aquilo ali foi tudo armado, usando expressões e pensamentos, que aliás é o pensamento do governo que estamos vendo aqui agora”, critica MK. 
Com origem familiar da Hungria, Mário conta que teve parentes que sobreviveram ao campo de concentração nazista de Auschwitz. 
“Imagina para mim que tive parentes, inclusive um primo meu que mora aqui na Bahia e é sobrevivente de campo de concentração. Eu tive duas tias, irmãs de meu pai - que não sofreu porque antes do regime nazista chegar ao poder ele veio ao Brasil da Hungria - Clara e Elvira, que foram para o campo de concentração e conseguiram escapar. E depois ficaram sob a ditadura comunista, que a União Soviética baixou em todos os países do Leste Europeu, inclusive da Hungria e ficaram proibidas de sair de lá. Meu pai, por exemplo, tinha horror ao comunismo por conta do sofrimento, porque ditadura de esquerda ou de direita dá no mesmo”, relata. 
“Imagina eu que tenho essa origem familiar ter que assistir Roberto Alvim, que destratou a maior atriz e uma figura marcante das nossas vidas, Fernanda Montenegro, assumir papel do ministro da propaganda do ministro nazista, que quer se instalar no Brasil. ‘No pasarán!’, como diz Dolores Ibárruri, só que na Espanha passou sim e foi estabelecido o regime fascista”, completa. 

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