Doria compara Bolsonaro ao PT e defende que interferência na PF é crime


"O Brasil rejeitou a república dos companheiros. O mesmo Brasil rejeita a república dos amigos”, disse o governador

[Doria compara Bolsonaro ao PT e defende que interferência na PF é crime]
Foto :Governo do Estado de São Paulo
Por Luciana Freire no dia 27 de Abril de 2020 ⋅
O governador de São Paulo, João Doria, comparou o governo do presidente Jair Bolsonaro às gestões do PT e defendeu ser crime interferências políticas no trabalho da Polícia Federal. O tucano voltou a criticar o presidente em uma entrevista coletiva à imprensa concedida de hoje (27) na sede do governo paulista.
"O Brasil rejeitou a república dos companheiros. O mesmo Brasil rejeita a república dos amigos. Não devemos ser condescendentes nem com os companheiros nem com os amigos nessas circunstâncias. Entendo que o presidente da República deve interagir com o povo e não com o chefe da Polícia Federal. Interferir é crime", afirmou Doria em seu pronunciamento antes de começar a responder perguntas de jornalistas.
Bolsonaro passou o fim de semana discutindo a escolha dos substitutos para o Ministério da Justiça e Segurança Pública e para diretor geral da PF. O mais cotado para assumir a corporação é o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro.
"A Polícia Federal deve ser respeitada. A Polícia Federal é nacional. A Polícia Federal do Brasil não é pessoal nem familiar", afirmou Doria.

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