Bolsa Família vai deixar de existir em setembro? Confira o que pode mudar.


O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou que o governo criará um novo programa social, o Renda Brasil. A ideia, segundo Guedes é atender, além do público atual do Bolsa Família, trabalhadores que exercem atividades informais.



De acordo com o ministro, o Renda Brasil reunirá programas sociais existentes e terá valor mais alto do que o Bolsa Família.

Assistência social

Em evento virtual promovido pela Abdib (Associação Brasileira de Indústria de Base), o ministro disse querer “dignificar” essas atividades e que é preciso dar ferramentas para os trabalhadores saírem da assistência social.

Como vai funcionar o Renda Brasil?

Ainda de acordo com informações de Guedes, o Renda Brasil será um programa de renda mínima permanente e terá valor entre R$ 200 e R$ 300. O mesmo deve ser lançado em setembro, após os pagamentos extras da 4ª e 5ª parcela do Auxílio Emergencial.
O Renda Brasil irá ampliar o Bolsa Família e englobar outros programas do governo, como Abono Salarial, FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e o Seguro Defeso.

Sua abrangência, portanto, será maior que a do Bolsa Família, que hoje transfere entre R$ 89 e R$ 205 para famílias com crianças ou adolescentes na escola. De acordo com a Caixa, hoje são 13,5 milhões de famílias beneficiadas.
O governo estima que serão cerca de 31 milhões de brasileiros no Renda Brasil, incluindo 20 milhões que recebem o Auxílio Emergencial pelo Bolsa Família e mais 11 milhões que foram incluídos agora, após novo cadastramento, entre os muito pobres, trabalhadores informais e empreendedores por conta própria.

Carteira Digital Verde Amarela

O Ministério da Economia elaborou uma estratégia para outras 25 milhões de pessoas que são pequenos empresários e trabalhadores que não farão parte do programa assistencial Renda Brasil.
A ideia é que eles sejam formalizados por meio da Carteira Digital Verde Amarela, novo programa que será lançado e funcionará como uma espécie de “rampa” de acesso social, para sair da assistência do auxílio emergencial para a formalização e inclusão no mercado de trabalho.
A pandemia do novo coronavírus mostrou a necessidade do fortalecimento dos programas sociais. O novo programa de transferência de renda, portanto, é aposta da equipe econômica para evitar queda maior da economia e proteção dos mais vulneráveis, que já foram identificadas durante o pagamento do auxílio emergencial.

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