Neto diz que 'jamais' estará no governo Bolsonaro: 'Enxerga mais a agenda eleitoral do que a de governo'

 

Presidente do Democratas diz que não é hora de discutir eleições e que governo federal tem mais erros que acertos

[Neto diz que 'jamais' estará no governo Bolsonaro: 'Enxerga mais a agenda eleitoral do que a de governo']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 09 de Fevereiro de 2021 ⋅ metro1


O ex-prefeito de Salvador e atual presidente nacional do Democratas, ACM Neto, voltou a falar sobre uma suposta participação dele no governo de Jair Bolsonaro. Na última semana, informações veiculadas na imprensa apontaram que o democrata poderia ser candidato a vice em 2022, ano da eleição presidencial. Em entrevista a Mário Kertész hoje (9), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele voltou a criticar Bolsonaro pela condução do país, em especial pelos rumos do governo federal diante da pandemia de coronavírus.

"Bolsonaro enxerga muito mais a agenda eleitoral do que a agenda de governo. E erra toda vez que faz isso, pisa na bola toda vez. Para o povo, que é quem está sentindo mais os efeitos da pandemia e da crise econômica, da pobreza, as pessoas não estão nem aí para 2022. Ninguém está discutindo eleição agora. Não é prioridade, como não pode ser. O próprio presidente acaba precipitando isso e acaba falando coisas que incendeiam divisões no Brasil, o que é muito ruim", afirmou ACM Neto.

Ainda de acordo com o ex-prefeito, a postura de Bolsonaro nos dois primeiros anos de governo não o credenciam como um potencial aliado numa chapa nem 2022. "Eu venho sendo crítico duro dos extremos. Quando a gente olha o que foi o governo em 2019 e 2020, com esse governo eu não estaria jamais. Um governo com muito mais erros que acertos. O foco do governo teria que ser olhar a pandemia, acelerar a vacinação, dar o apoio necessário para os setores econômicos mais afetados pela Covid-19 e fazer o Brasil atravessar isso o mais rápido o possível. Não é aceitável que o processo de vacinação ultrapasse o ano de 2021. A gente corre o risco de fechar o ano de 2021 e ter brasileiros não vacinados. Isso é um absurdo", disse.