Professores da rede municipal voltam a citar ameaças e decidem por estado de greve

 


A APLB Sindicato também acionou o MP-BA cobrando apuração sobre ameaças recebidas por pais e mães de cortes de benefícios sociais

Professores da rede municipal voltam a citar ameaças e decidem por estado de greve

Foto: Reprodução APLB Sindicato

Por: Metro 1 no dia 13 de maio de 2021 

Em reunião realizada pela APLB Sindicato, na tarde desta quinta-feira (13), os trabalhadores de educação decidiram, com maioria dos votos (92,8%), pelo estado de greve, pela continuidade das aulas remotas  e pelo  retorno das atividade presenciais somente após a imunização completa, com aplicação das 1ª e 2ª doses da vacina.  A reunião aconteceu virtualmente e está disponível no Youtube e  Facebook da APLB.

Segundo o coordenador geral da entidade, Rui Oliveira, a decisão em não retomar as atividades presenciais encontra apoio não só de pais e mães de estudantes, mas de profissionais de educação de quase todos os 417 municípios.

"É um pleito pela vida das famílias dos estudantes e de todos os envolvidos no processo educacional", declara Rui Oliveira. "Repudiamos enfaticamente, também, o assédio moral que pais e mães de alunos da rede municipal tem sofrido para levarem seus filhos às escolas”, completa.

O coordenador geral da APLB se refere às denúncias chegadas ao sindicato de que pais e mães estão sendo pressionados a levarem seus filhos às escolas, caso contrário, terão suspensos  benefícios como vagas em creches, bolsa-família e cestas básicas.  “São denúncias graves e precisam ser apuradas, por isso entramos com uma representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) cobrando”, informou.  

Na ocasião, o sindicato também repudiou o ofício 27/2021 , enviado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) às Gerências Regionais de Educação, na última terça (11), ameaçando cortar 2/3 da carga horária semanal dos profissionais que não realizarem as atividades presenciais.

A categoria definiu pela realização de uma carreata na segunda-feira (17), a partir das 10 horas, com saída do Vale do Canela até a SMED, localizada na Garibaldi e agendou nova reunião ampliada para a quinta-feira (20).

O Metro 1 entrou em contato com a Smed, mas ainda não obetve retorno a respeito das manifestações do sindicato dos professores.