Presidente do PDT na Bahia, Félix Junior diz que ‘não existe a possibilidade’ do partido retornar à base de apoio do PT para as eleições de 2022

 


Voltar ao passado é uma hipótese que não é cogitada pelo PDT na Bahia. Segundo o presidente estadual da legenda, deputado federal Félix Mendonça,  o retorno à base de apoio petista é uma possibilidade descartada. “Temos uma linha, estamos com Ciro e o PT está com Lula. Não iremos apoiar quem apoia outro candidato à presidência da República”, disse em entrevista ao Bahia Notícias. Com incertezas nas alianças nacionais, a proximidade com DEM, que derivou de uma aproximação nacional, pode ser reforçada em 2022.

“Outro ponto importante é que estaremos na Bahia com quem tiver um projeto afinado com Ciro Gomes, nosso candidato à presidência”, comentou o deputado. Com temas de impacto sendo debatidos na Câmara, entre eles o conhecido “Distritão”, a privatização dos Correios e o voto impresso, Félix tem opiniões distintas para os projetos. “É um crime para a nação. Nos EUA temos diversos outros sistemas alternativos, mas tem o dos Estados Unidos. O primeiro presidente dos EUA veio dos correios. Estava até pouco tempo, na linha sucessória lá estava o presidente dos Correios. Aqui gera lucro, é a única empresa que chega em todos os lugares”, explicou sobre o projeto dos Correios.

“Já sobre o Distritão eu não acredito que dê para implantar. Não acredito em medidas alternativas, em cima da eleição. Soa até oportunista qualquer mudança agora. Ela teria que ser para as próximas eleições, a última eleição tivemos. Não me agrada. Em relação ao voto auditável, penso que é uma polêmica muito grande. Politizando o assunto, contra e a favor do Bolsonaro. Somos a favor dele. É um voto auditável. As urnas já tem impressora. Está tão politizado e o Bolsonaro tão criticado, em geral, que qualquer coisa que ele coloque positiva parece negativa. Na Câmara pode passar, no Senado não sei. Está longe de ser volta ao passado”, disse. (Bahia Notícias)