Coordenador de campanha do PSL-BA não reconhece atos pró-Bolsonaro no Farol da Barra

05 de Out // Foto: Clara Gibson / Bahia Notícias | Eleições 2018
Na contramão do aumento de atos e candidaturas que se apresentam como chanceladas por Jair Bolsonaro (PSL) na Bahia, o coordenador de campanha do candidato à Presidência por aqui, Alberto Pimentel (PSL), garantiu que o partido do capitão reformado desconhece boa parte dos seus “representantes” e atos recém aderidos ao pleito.

A exemplo das manifestações organizados pelo senador Magno Malta (PR) e pagos por Claudio Silva (PHS) no Farol da Barra. Dentro do PSL baiano, muitos correligionários de Bolsonaro criticam a aproximação repentina de políticos de outros partidos à imagem do deputado federal segundo o Bahia Notícias.

“Daqui a pouco vai ter síndico de Bolsonaro na Bahia”, afirmou um interlocutor da legenda. No papel de coordenador, Alberto Pimentel condena explicitamente, entre outras, a candidatura de Cláudio Silva (PHS). O também capitão se apresenta como o “Bolsonaro da Bahia”. Para Pimentel, o postulante a deputado federal do PHS não tem a chancela do partido. “Posso te garantir que Bolsonaro não sabe quem é Claudio Silva”, retrucou.

“Muitos querem, no final da campanha, se aproveitar do bom momento de Bolsonaro e alcançar o protagonismo da nossa luta utilizando poder econômico”, retaliou Alberto. Jair Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o Planalto e, na Bahia, não faltam candidatos levantando a bandeira em apoio ao deputado federal.

Os nomes, porém, não apoiam formalmente Bolsonaro, mas sim Geraldo Alckmin (PSDB) e outras candidaturas à Presidência. É o caso do candidato ao Senado Irmão Lázaro (PSC), da vice de José Ronaldo, Mônica Bahia (PSDB) e do senador Magno Malta (PR).

Os três estiveram presentes no primeiro de quatro atos pró-Bolsonaro organizados por Cláudio Silva, no Farol da Barra, em Salvador. “Claudio Silva não tem o aval do PSL na Bahia para fazer esses atos. Muito pelo contrário, ele a todo momento tenta nos boicotar e usar seu poder econômico para abocanhar votos”, reclamou Alberto Pimentel.

O “Bolsonaro da Bahia” se defendeu das afirmações afirmando que a coordenação do PSL baiano não está alinhada com a nacional. “O senador Magno Malta, que organiza a campanha do PSL nacionalmente, já declarou abertamente que eu sou o candidato de Bolsonaro. Claro que o capitão não conhece todas as pessoas, mas ele sabe quem batalha por ele”, disse.

Silva acredita que parte da rixa com o PSL por aqui advém de um medo pela candidatura de Dayane Pimentel (PSL), presidente da legenda no estado e adversária do "Bolsonaro baiano" na briga por uma cadeira no Congresso Nacional. “Alberto está em uma cruzada insana para tentar a eleição de Dayane”, retrucou.

Ele ainda ironizou a afirmação de que está tentando, com dinheiro, se aproveitar da imagem do militar da reserva: “Eu gastei menos que R$ 12 mil reais do meu patrimônio para alugar o trio elétrico usado nos atos pró-Bolsonaro [no Farol da Barra]. É bom ver para onde foram os R$ 200 mil de fundo partidário que a presidente recebeu para a sua campanha (entenda aqui)", ironizou.