Rui diz ser favorável à classificação de ataques no Ceará como terroristas


“Eu defendo sim a inclusão desses termos. O que tiver de mais rígido e de penas maiores para o crime de terrorismo, eu sou a favor da inclusão. E repito: quem porta fuzil e explode dinamites e bombas nas ruas está querendo matar", afirmou

[Rui diz ser favorável à classificação de ataques no Ceará como terroristas]
Foto : Mateus Pereira/GOVBA/FotosPublicas
Por Clara Rellstab no dia 14 de Janeiro de 2019 ⋅ 07:27
Reeleito governador da Bahia, Rui Costa (PT) falou à GloboNews, na manhã de hoje (13), acerca dos desafios do 2ª mandato. O petista fez questão de frisar que “a eleição já passou”, e que, por isso, não quer que o debate eleitoral e ideológico seja prolongado. 
“Eu não falo em nome do PT, falo em meu nome. Em nome do PT fala a Direção Nacional. Tudo aquilo que for bom para o Brasil, para o Nordeste, terá o apoio Governo da Bahia. Não pretendo ficar politizando questões administrativas”, afirmou.
Sobre a crise da segurança no Ceará, Rui Costa disse estar alinhado com a opinião do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que os ataques sejam considerados atos terroristas, de acordo com o que sugere a PLS 272/201.
Conforme o projeto, fica classificado como terrorismo “incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, com o objetivo de forçar a autoridade pública a praticar ato, abster-se de o praticar ou a tolerar que se pratique, ou ainda intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral”.
“Eu defendo sim a inclusão desses termos. O que tiver de mais rígido e de penas maiores para o crime de terrorismo, eu sou a favor da inclusão. E repito: quem porta fuzil e explode dinamites e bombas nas ruas está querendo matar (...). Não podemos comungar com isso ou tratar isso de forma trivial”, resumiu. 
Rui desconversou, no entanto, quando o assunto foi a presença da presidente do PT, deputada eleita Gleisi Hoffmann, à posse do presidente da Venezuela Nicolás Maduro. “Sou da tese que cada país tenha autonomia política e constitucional para definir seu espaço. Não gostaríamos que algum país resolvesse interferir nas decisões do Brasil”, minimizou. 

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