Biografia de Anitta é lançada hoje e autor fala sobre fim da carreira dela: ‘Vai ser em 2023’


Foram quase dois anos entrevistando pessoas ligadas diretamente à história de Anitta. Um trabalho que parecia não ter fim, já que a artista é uma máquina de produzir notícia. Mas, depois de colocar o ponto final em “Furacão Anitta”, o jornalista Léo Dias lança hoje (30), na Livraria Leitura do Bangu Shopping, às 15h (e no dia 2, no Village Mall), a biografia da cantora que conquistou o Brasil e o exterior com suas canções, com seu rebolado e com uma boa dose de ousadia. Aqui, ele conta como foi o processo de apuração, os bastidores e adianta que a carreira da Poderosa já tem data para acabar.Quem
Os olhos do autor saltaram quando ele percebeu que Anitta estava dando o pontapé inicial em sua carreira internacional. A partir daí, Léo Dias apostou que aquela mulher já tinha histórias suficientes para completar um livro de quase 160 páginas. “Ela fez o caminho certo. Começou pela América Latina, cantando em espanhol. Depois, passou a cantar em inglês nos Estados Unidos... Anitta é a primeira grande artista fruto da internet no Brasil. Ela se criou e se desenvolveu graças à internet. Se a classe C não tivesse ganhado poder de compra nos últimos anos, Anitta seria ainda um produto local. Mas, como essa classe cresceu economicamente, precisava de um ídolo. E encontrou Anitta”, resume ele.
Do candomblé ao Rock in Rio
Dos 14 capítulos que costuram a história, três são destacados pelo autor: “A religião dela (candomblé), que era mantida em segredo, e a maneira como ela lida com isso chamam atenção. Acho que a revelação de todos os detalhes vai ajudar a quebrar um pouco o preconceito que ainda existe no Brasil em relação às religiões afro-brasileiras. A outra passagem marcante é o enfrentamento dela aos grandes empresários da música para fazer valer as suas decisões. A forma como ela enfrentou a ex-empresária Kamilla Fialho é forte demais. Com Roberto Medina (idealizador do Rock in Rio), também. Ela não mudou o show para agradá-lo. Isso é surpreendente! Mas o que me comoveu realmente foi quando a mãe dela foi chamada, de madrugada, para fazer a roupa dos bailarinos para que eles se apresentassem no Rock in Rio Lisboa, no ano passado. A grande protagonista dessa história não é Anitta, mas sim a mãe dela. É guerreira demais”.

Data para carreira acabar
Para o jornalista, a carreira da Malandra na música já tem data certa para acabar: vai ser em 2023! “Você não vai ver Anitta requebrando a bunda com 30 e poucos anos por aí. A ideia inicial é sair de cena e deixar saudade no público. Acho isso genial! Todos os passos da carreira dela são friamente calculados. O próximo álbum vai ser lançado no dia 5 de abril por conta da biografia. Ela sabia que seu nome estaria em voga e aproveitou a oportunidade”.
Desafetos
A lista de pessoas que entraram e saíram da vida de Anitta como desafetos é grande. Algumas voltaram por obra do destino. Outras, pediram para não serem relembradas. “Procurei todas as pessoas envolvidas na história dela de alguma maneira. Algumas não quiseram falar. Outras, como Preta Gil, pediram para não publicar. Mas publiquei. Está tudo lá”, avisa o autor.
Bastidores
Durante a apuração para produção da obra, biógrafo e biografada tiveram três longos encontros e acabaram estabelecendo uma relação próxima. “Não somos amigos, mas sim muito leais um ao outro. Isso é bem claro entre nós! Ainda acredito que um dia essa relação possa virar uma amizade bem legal, principalmente quando a gente desistir das nossas carreiras’’, entrega Léo Dias.
O livro nas bancas
A primeira tiragem de “Furacão Anitta” é de 50 mil exemplares, inicialmente. Mas, para fazer as histórias da maior artista pop brasileira do momento correrem país afora, uma estratégia foi montada para além das livrarias.
— O próximo passo é vender o livro nas bancas de jornal espalhadas por todo canto. Eu quero fazer com que esse livro, que fala de superação, chegue a lugares onde os livros não chegam. Quem foi que disse que quem tem que ler um livro é só quem curte José Saramago ou Fernando Pessoa? É uma leitura simples — defende Léo Dias.

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