Manuela diz que brasileiros “não levaram a sério” fascínio de Bolsonaro pela ditadura

A ex-candidata à vice-presidência, Manuela D’Ávila (PCdoB), afirmou que não viu como surpresa a determinação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Ministério da Defesa para realizar comemorações em unidades militares no domingo (31) em alusão ao 31 de março de 1964, quando ocorreu o golpe que deu início à ditadura militar no Brasil.
“Ele sempre foi essa pessoa. As pessoas que não levaram isso a sério. Alguém que homenageia um homem que achava normal inserir ratos nas vaginas das mulheres, esse é o Ustra. Bolsonaro disse durante a campanha presidencial, ele nunca escondeu de ninguém que o seu livro de cabeceira era biografia do coronel Ustra, o homem que achava, repito, digno colocar ratos nas vaginas das mulheres. É isso que ele comemora”, repudiou Manuela.
A comunista gaúcha participa nesta quinta-feira (28) de sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sobre a luta de mulheres por direitos, resistência, poder e democracia.
“Esse é o presidente que o povo brasileiro escolheu. Sempre há tempo. Ninguém é culpado eternamente por ter votado em um inapto e defensor da tortura. Sempre é tempo de somar na luta contra as barbaridades que ele quer construir”, acentuou.
No dia do ato, determinado por Bolsonaro em quarteis das Forças Armadas, Manuela D’Ávila propõe mobilização popular em defesa da democracia.
“Por isso é importante que no dia 31 as pessoas saiam para as ruas para comemorar a democracia e para lutar por ela. Na democracia a gente pode protestar, lutar contra a reforma da Previdência e pode fazer como as meninas fizeram ontem na Universidade de São Paulo protestar e deixar o presidente, que é muito homem corajoso no Twitter, sair correndo e se reunir dentro de um quartel. Só na democracia pode ter isso”, completou. Informações do Bocão News) Foto: Bruno Luiz / BNews

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