Após pesquisa, petista defende que grupo de Rui Costa tenha até três candidaturas na briga por Salvador

Foto: Max Haack / Bahia Notícias

Depois de o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostrar que a pulverização pode favorecer o grupo do governador Rui Costa (PT) na disputa pelo Palácio Thomé de Souza em 2020 (veja aqui), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) defendeu, na terça-feira (27), que a base petista tenha três candidaturas na briga por Salvador.

Ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que uma candidatura pode aglutinar os partidos de esquerda, como PT e PCdoB. Já a outra pode juntar as siglas mais de centro-direita, como PP e PSD. Já a terceira teria a presença dos novos partidos, como Avante e Podemos.

“A pesquisa confirmou que é viável essa estratégia. A base de Rui é diversa e cabe, pelo menos, três candidaturas. A gente pode ter mais de um candidato na base no primeiro turno e unificar todo mundo no segundo turno”, declarou o deputado, em entrevista à reportagem. A estratégia da pulverização foi adotada na campanha de 2016 pela base do governador Rui Costa.

Na época, foram lançados Alice Portugal (PCdoB), Cláudio Silva (PP) e Pastor Sargento Isidório (Avante). Apesar disto, ACM Neto foi reeleito com mais de 70% dos votos válidos. Para Robinson, o cenário, desta vez, é diferente por dois motivos. O primeiro porque, naquela campanha, havia um candidato à reeleição.

“Um candidato que vai para reeleição tem uma condição de aglutinação e unificação maior. Agora, na sucessão, ele tem dificuldade de unificar”, observou. Outro item foi, segundo Robinson, que, naquela eleição, o PT e os partidos de esquerda foram “criminalizados” durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Bahia Notícias

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