Secretário diz que médicos não querem trabalhar em Ilha de Maré por dificuldade de acesso


"É mais difícil chegar em Ilha de Maré todos os dias do que ir para Santo Amaro, por exemplo", explica

[Secretário diz que médicos não querem trabalhar em Ilha de Maré por dificuldade de acesso]
Foto : Tácio Moreira/ Metropress
Por Juliana Almirante no dia 05 de Novembro de 2019 ⋅ 
O secretário de Saúde Léo Prates afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (5), que o posto de Ilha de Maré, em Salvador, está sem médicos porque os profissionais de saúde não querem trabalhar na localidade, que têm acesso feito por meio de lanchas. 
"Estamos sem dois médicos lá e não estamos conseguindo. Estamos até discutindo com o Ministério Público, porque os médicos não querem. É mais difícil chegar em Ilha de Maré todos os dias do que ir para Santo Amaro, por exemplo", explica. 
Ele afirma que a prefeitura cogita duas soluções para resolver esse problema. A primeira seria fazer um concurso específico para as ilhas, no entanto, ele considera que o último concurso para médicos atenção básica, com quase 300 inscritos, só tomaram posse nove deles. 
"Porque quando o cara vai ver que é 40 horas e para trabalhar em posto de saude... Olha que Neto aumentou o salario para 15 mil reais", aponta Prates.
Outra opção seria contratar organizações sociais, para que as entidades, por sua vez, administrem as unidades da Ilha. Ele argumenta que as organizações têm mais flexibilidade para contratar do que o poder público.
Léo Prates diz ainda que teve um bom resultado com seleção para médicos por meio de Pessoa Jurídica (PJ). O chamamento público feito pela secretaria teve 88 interessados e, por conta disso, a inscrição foi prorrogada para o dia 14. A expectativa é de reduzir o déficit de cerca de 90 médicos da cidade. 
"O grande problema de Salvador foi a redução drástica do Mais Médicos. Nós tinhamos 149 médicos do mais médicos e estamos com 72 nesse momento", pondera.
Apesar de o governo federal propor a implantação do "Médicos pelo Brasil", em substituição ao "Mais Médicos", Prates diz que o foco do  programa seria o interior, quando a capital baiana também têm deficiência de profissionais. 
"(O governo federal) está com essa discussão do Médicos pelo Brasil, mas mesmo assim, priorizando o iterior. Essa discussao fiz com ministro da Saúde (Luiz Henrique) Mandetta. Tenho duas áreas da cidade que estão como os dez piores municipios da Bahia, nos critérios que ele leva em consideraçaõ: IDH, numero de usuarios do cadunico, segurança pública e fixação de profissionais. Os dois distritos são Subúrbio Ferroviario e Valeria", exemplificou o secretário. 

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