'Acredito na inocência de Bolsonaro, mas não de Flávio', diz Dayane Pimentel

Flávio foi alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por suspeita de esquema de lavagem de dinheiro

['Acredito na inocência de Bolsonaro, mas não de Flávio', diz Dayane Pimentel]
Foto : Matheus Simoni/Metropress
Por Matheus Simoni no dia 20 de Dezembro de 2019 ⋅ 
A deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) afirmou que crê na inocência do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido-RJ) diante das recentes denúncias de rachadinhas e relações de familiares com esquemas criminosos no Rio de Janeiro. No entanto, segundo ela, o mesmo não se repete em relação ao senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ), filho do presidente. Para ela, o parlamentar não é inocente. Flávio foi alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por suspeita de esquema de lavagem de dinheiro.
"Eu acredito na inocência do Bolsonaro, mas não acredito na inocência do Flávio. Não é achismo. É aquilo que o MP faz. Se eu não confiar no MP, vou confiar em quem? Acho que isso se deu ao poder, mas também por pessoas que não sabem aconselhar Bolsonaro. Advogados de pessoas do PT estão o aconselhando de forma totalmente errônea. Ele pode errar, mas ele precisa estar próximo de pessoas boas. Ele não está ao lado de quem o ajudou dois anos atrás", disse a deputada, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (20).
Segundo ela, diante de um suposto atrito entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o presidente, Bolsonaro pode perder uma grande parcela do apoio popular. "As pessoas costumam abraçar segurando uma faca por trás. Relações políticas são falsas e hipócritas. Aprendi no convívio dos parlamentares, tanto nos baianos como dos outros colegas, que você pode ter amigos e falsos amigos. Hoje eu aprendi a admirar algumas figuras porque entendo que possuem essa compostura de entender um jogo político", disse Dayane Pimentel.
"Se o Bolsonaro faz essa divisão, ele perde um apoio grande. Mas ele é esperto, ele joga a ideia no ar para depois a população se posicionar", acrescentou.

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