Executivo do Hospital Aliança diz que aprovação da venda depende do Cade e tranquiliza funcionários


Albérico Mascarenhas afirma que, por enquanto, não haverá mudança para os 1624 funcionários da unidade médica

[Executivo do Hospital Aliança diz que aprovação da venda depende do Cade e tranquiliza funcionários]
Foto : Matheus Simoni/Metropress
Por Juliana Almirante no dia 17 de Fevereiro de 2020 ⋅ 
O executivo do Grupo Aliança Albérico Mascarenhas disse, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (17), que a aprovação da venda de 80% do hospital por R$ 800 milhões ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 
“Nesta semana, a gente submete a operação ao Cade e vamos aguardar a aprovação do Cade ou não.  Cade é um órgão autônomo e muito competente. Ele tem que dar seu parecer para que a operação seja concretizada. Se o Cade aprovar, após essa provação, o hospital receberá nova gestão”, afirmou.
Ele disse que, por enquanto, não haverá mudança para os 1624 funcionários da unidade médica. 
“Neste momento, não muda nada. Temos o período onde vamos aguardar decisão do Cade. Nesse período, operamos com independência e também, nesse período, vamos detalhar os investimentos que acontecerão. O que posso dizer ao nosso time é que fiquem tranquilos. (...) Não haverá nenhuma mudança nesse período e nossa expectativa é de que, com a expansão, vamos gerar mais empregos”, estima.
Albérico Mascarenhas afirma que, com a parceria, 80% da operação do hospital vai ficar com a Rede D’Or e os 20% seguirão com o Grupo Aliança.
“Todo o imóvel continua pertencendo à Rede D’Or, que vai alugar o espaço. Com isso, vamos ampliar o número de leitos e, com isso, acredito que teremos ainda mais qualidade e serviços oferecidos aos baianos”, declarou. 
O executivo esclareceu que, mesmo com as dificuldades orçamentárias, o Hospital Aliança não chegou a passar pela possibilidade de encerramento das atividades.
“Não tinha possibilidade de fechar. Durante um bom tempo, o hospital era deficitário. Paulo Sergio sempre cobriu o prejuízo com recursos próprios, mas nunca se aventou a possibilidade. Aliás, acho que a Bahia deve muito a Paulo Sérgio Tourinho, porque ele mudou a medicina da Bahia a partir do hospital aliança. Ele nunca quis nada em troca e investiu no hospital. Mas o prejuízo já foi revertido há um tempo”, disse.

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