Em meio à pandemia, celebração do Natal representa 'fraternidade' e 'esperança', diz arcebispo

 

Dom Sérgio da Rocha ressaltou a necessidade de se fazer presente mesmo na distância: "Num tempo tão difícil como esse, precisamos muito da força do amor de Deus e da força do amor entre nós"

[Em meio à pandemia, celebração do Natal representa 'fraternidade' e 'esperança', diz arcebispo]
Foto : Divulgação

Por Juliana Rodrigues no dia 22 de Dezembro de 2020 ⋅ 

O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Sérgio da Rocha, deixou uma mensagem de Natal para os ouvintes da Rádio Metrópole, na manhã de hoje (22). Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Bahia no Ar, Dom Sérgio afirmou que, mesmo com o distanciamento social necessário em meio à pandemia de coronavírus, a celebração natalina é o momento de expressar a "proximidade fraterna" de outras maneiras.

"O Natal, que é a celebração do nascimento de Jesus, é uma ocasião sempre de vivência da fraternidade, da amizade, da proximidade afetuosa nas famílias. Claro que esse ano, com as limitações, as medidas restritivas para a circulação de pessoas, por ser necessário o cuidado com a saúde, não podemos ter aquela presença tão desejada, reunindo mais gente, fazendo uma festa maior. Mas é importante de alguma maneira expressar essa proximidade fraterna, amorosa entre as pessoas, porque nós precisamos muito, num tempo tão difícil como esse, precisamos muito da força do amor de Deus e da força do amor entre nós. Um ajudando o outro, um animando o outro, sendo mais solidários, compartilhando mais", disse.
Ainda segundo o arcebispo, a celebração é uma oportunidade de lembrar que o nascimento de Jesus representa esperança.

"A esperança que temos não só com a chegada da vacina, mas a esperança de poder contar com pessoas queridas. Se chegamos agora ao final do ano, não chegamos sozinhos. Muita gente, de alguma maneira, nos ajudou a chegar até aqui. Temos a esperança de contar com a presença de Deus, que vai nos ajudando na nossa caminhada, e também começar o novo ano contando com pessoas queridas. Claro, a gente não pode só esperar dos outros. Cada um de nós tem que se fazer próximo do outro, dar aquele amor, atenção, solidariedade", afirmou.materia metro1